A Excelsa Mãe do Redentor: Por uma defesa de Maria – Parte 1

Formação | 8 de setembro de 2010

Por Chirlei Matos *

Introdução

A Virgem Maria é reverenciada com grande diligência pelos católicos desde os primórdios do Cristianismo. A Igreja Católica sempre rendeu à Virgem um culto de veneração e um amor especial, reconhecendo e exaltando as inúmeras prerrogativas da Mãe do Filho de Deus – Mãe do Deus Filho. Entretanto, a Mãe do Redentor frequentemente é alvo de censuras por parte de algumas confissões protestantes, que erguem suas vozes para negar os predicados e privilégios daquela que foi eleita pelo próprio Deus para conceber em seu seio virginal o Seu Filho amado. Uma grande parcela dos nossos irmãos separados enxerga Maria como uma mulher comum, sem virtudes extraordinárias, escolhida apenas por obra da Graça. A augusta Mãe do Messias é, com efeito, a kecharitoméne (Cheia de Graça), a Bem-Aventurada, porque o Todo-Poderoso realizou grandes obras em seu favor (Lc 1, 49). No entanto, foi também por obra da Graça que Deus não permitiu que sua eleita fosse em tudo igual às outras criaturas. Por isso, cumulou-a de méritos e a elevou acima de todas as criaturas terrestres e celestes. É o que atesta a Constituição Dogmática Lumem Gentium, documento do Sacrossanto Concílio Vaticano II: “Remida dum modo mais sublime, em atenção aos méritos de seu Filho, e unida a Ele por um vínculo estreito e indissolúvel, foi enriquecida com a excelsa missão e dignidade de Mãe de Deus Filho; é, por isso, filha predileta do Pai e templo do Espírito Santo, e, por este insigne dom da graça, leva vantagem a todas as demais criaturas do céu e da terra.” (LG, 53). Essas palavras estão em perfeita consonância com aquelas da Carta Encíclica Magnae Dei Matris, de Sua Santidade o Papa Leão XIII: “Nossa inteligência sempre mais claramente compreendia o quanto era digna de amor e de louvor aquela a quem ó próprio Deus amou em primeiro, e com tal afeto que a elevou acima de todas as criaturas, a enriqueceu dos dons mais magníficos, e a escolheu, enfim, para sua Mãe.”

Essa superioridade e dignidade de Maria lhe valeram a solene saudação do Anjo Gabriel: “Have gratia plena Dominus tecum. Benedicta tu in mulieribus” [“Ave, cheia da graça, o Senhor é contigo. Bendita és tu entre as mulheres”.] (Lc 1, 28). Para os hebreus, a aparição de um Anjo aos homens era fato grandioso e eles sentiam-se gratos e honrados por poderem reverenciá-Lo. Entretanto, jamais um Anjo havia exaltado uma criatura humana, até que o Arcanjo Gabriel exalta-a com a sua saudação à Virgem, chamando-a Bendita. Se o próprio Anjo do Senhor, que é superior aos humanos, se dignou render essa homenagem a Maria, dirigindo-lhe uma saudação à altura dos reis, também nós não deveríamos fazer o mesmo? Aliás, não deveríamos fazer muito mais, manifestando incessantemente nossa ingente admiração por Ela, que é a Aurora de mais perfeito esplendor? Não deveríamos reconhecer e exaltar seus divinos esplendores e sua ilibada inocência? Afinal, como poderíamos ignorar ou menosprezar a excelsa dignidade daquela que se tornou o Tabernáculo do Verbo de Deus? Será que Deus permitiria que o Vaso da eleição, que é glorioso e refulgente, fosse ofuscado por nosso orgulho e incompreensão? Na verdade, Maria não precisa receber homenagem e elogios dos humanos, porque já foi suficientemente honrada e homenageada pelo Altíssimo. Ademais, como poderíamos honrá-la dignamente? Que hinos de louvor, que palavras poderiam conferir a devida exaltação à majestosa Mãe de Cristo? Fazendo trocadilho com as palavras do Apóstolo dos Gentios, ainda que falássemos a língua dos anjos, jamais poderíamos prestar a Maria o merecido tributo. Qualquer palavra perde seu valor diante da excelência da Augustíssima Virgem. Todavia, mesmo que sejamos incapazes de louvá-la dignamente, não podemos nos calar; nosso espírito sente-se impulsionado a enaltecê-la, porque não podemos permanecer em silêncio diante da admirável grandeza e majestade de Maria.

Essas palavras de Santo Agostinho de Hipona conseguem traduzir nosso próprio sentimento diante da Virgem:

Desta maneira, revestiu aquela de quem se dignou nascer, com a honra de Mãe e com a santidade de Virgem. Que significa isso? Quem pode dizê-lo? Quem o pode calar? Coisa admirável! Mas não nos é permitido calar aquilo de que somos incapazes de esclarecer (…) Não obstante, sentimo-nos constrangidos a louvar, para que o nosso silêncio não seja sinal de ingratidão. Graças sejam dadas a Deus! Aquilo que não se pode exprimir dignamente, pode-se crer firmemente.1

São João Damasceno, por sua vez, também não cessa de proclamar as bem-aventuranças de Maria:

Quem ama ardentemente alguma coisa costuma trazer seu nome nos lábios e nela pensar noite e dia. Não me censure, pois, se pronuncio este terceiro panegírico da Mãe de meu Deus, como oferenda em honra de sua partida. Isto não será favor para ela, mas servirá a mim mesmo e a vós, aqui presentes (…) Não é Maria que precisa de elogios; nós é que precisamos de sua glória. Um ser glorificado, que glória pode receber ainda? A fonte da luz, como será iluminada ainda? Ela (Maria) cativou o meu espírito; ela reina sobre a minha palavra; dia e noite sua imagem me é presente. Mãe do Verbo, dá-me de que falar!2

Essa especial deferência que os católicos dedicam à Virgem (e aos Santos) valeu-lhes o título de idólatras. Mas será que o culto que prestamos aos Santos é um culto de adoração? Qual a diferença entre adoração e veneração? A veneração à Mãe do Salvador ofende ou diminui a honra do seu Filho? Este, porventura, é relegado a um plano secundário no Catolicismo?

Precisamos esclarecer que os católicos não adoram Maria e tampouco os outros Santos. O culto latrêutico (de adoração) é devido apenas a Deus, em quem depositamos nossa esperança de salvação. O termo “adoração” provém do grego latria (latreia) e consiste no supremo ato de considerar Deus como Criador e Senhor absoluto do Universo. O que dedicamos aos Santos é um culto de veneração (do grego dulia). Venerar significa honrar, reverenciar, imitar as obras daqueles que para nós são modelos de fé e de obediência a Deus. À Virgem Maria dedicamos uma veneração especial, que denominamos hyperdulia, porque ela é superabundante da Graça divina, por ter sido escolhida para Mãe do Redentor (Redemptoris Mater). Entretanto, a Virgem e os santos jamais foram considerados como ídolos pelos católicos. Eles não são tidos por entidades com poderes divinos, extraordinários. Ao contrário, são servos de Deus e sua santidade se deve à obra da Graça e à sua sujeição à vontade do Pai. Daí, podemos concluir que é improcedente a acusação de que os católicos são idólatras, porque a idolatria é o ato de adorar a um ídolo, um falso deus (um objeto, um animal, a Lua, o Sol, etc.). E jamais ensejamos elevar um santo à dignidade de um deus porque Deus é único e inigualável e somente a Ele dedicamos a plenitude da solene adoração.

Quando reverenciamos a Virgem, não estamos, de modo algum, desviando a atenção do Filho. Os católicos não propõem uma usurpação do papel de Jesus Cristo. Sabemos que o Filho é, indubitavelmente, maior que a Mãe e que as honras da Mãe são hauridas em vista dos méritos do Filho. Destarte, Jesus não poderia ofender-se com a nossa veneração à Sua Mãe. Porque a Mãe nos aproxima do Filho; porque ela, mais do que qualquer pessoa, ensina-nos a servi-Lo: “Fazei tudo que ele vos disser” (Jo 2,5). Ela foi Sua serva mais fiel aqui na Terra e continua sendo no Céu; portanto é mais sensato afirmar que Jesus se compraz com o nosso afeto piedoso à Sua Mãe do que dizer que Ele se ofende com isso. Afinal, sabemos o quanto nossas mães desempenham um papel determinante em nossas vidas e o quanto as amamos. Teria sido diferente com Jesus?

Podemos asseverar que Maria, de modo algum, é equiparada à dignidade de Deus pelos católicos. Os que assim o fazem, se é que existem, serão acusados de violar o primeiro mandamento (adorar a Deus e amá-Lo sobre todas as coisas). O ensino oficial da Igreja é de que nenhuma criatura deve ser adorada, e Maria é criatura, embora muito especial. Todavia, não pode jamais ser considerada como uma deusa. Um tamanho equívoco não ofenderia apenas a Deus, mas também a própria Virgem, cujo maior desejo é aproximar (e não afastar) a humanidade de seu Criador; é ensinar-nos a obedecer e nunca desapontar, o que é evidenciado quando pronuncia o seu “Fiat” (sim): “Fiat mihi secundum verbum tuum”. [“Faça-se em mim segundo a Tua palavra”] (Lc 1,38). A Santíssima Virgem não provoca distanciamento, antes nos aproxima de Deus. Enquanto honramos Maria, na verdade, estamos honrando a Deus em primeiro lugar porque a sua fé, o seu amor e o seu exemplo nos conduzem até Deus. Afinal, as obras do Altíssimo se tornam mais conhecidas através do testemunho de seus servos. Isto posto, estamos “convencidos de que toda a honra e glória que se rende à Mãe recai sobre seu Filho” (Bula Ineffabilis Deus, 40). Assim, Maria atrai nosso olhar para Deus, porque olhando para ela, contemplamos a Sua [de Deus] misericórdia e o Seu amor para com os homens; por meio de Maria, o Verbo de Deus se encarnou para que recebêssemos a “filiação adotiva” (Gl 4,4s); por meio dela, o Sol nascente (o Messias) veio “iluminar os que jazem nas trevas e nas sombras da morte e dirigir os nossos passos no caminho da paz” (Lc 1, 79).

Desse modo, podemos afirmar que é bem fundamentada a nossa estima à Virgem de Nazaré. Se Deus a honrou primeiro, por que nós não Lhe seguiríamos o exemplo? De outra parte, se agíssemos diferente disso, descumpriríamos as palavras da Escritura, proclamadas por Maria: “Por isso, desde agora, me proclamarão bem-aventurada todas as gerações” (Lc 1,48). Os nossos irmãos protestantes também deveriam permitir que essas palavras ecoassem em seus corações.

Entretanto, é importante verificar que o atual repúdio a Maria pela maioria das denominações protestantes não reflete o pensamento dos primeiros pensadores do Protestantismo. Os reformadores Martinho Lutero, João Calvino e Huldreich Zwínglio, por exemplo, nos legaram belíssimas expressões em louvor à Santíssima Virgem.

Eis o que Lutero afirma no Comentário do Magnificat:

Quem são todas as mulheres, servos, senhores, príncipes, reis, monarcas da Terra comparados com a Virgem Maria que, nascida de descendência real (descendente do rei Davi) é, além disso, Mãe de Deus, a mulher mais sublime da Terra? Ela é, na cristandade inteira, o mais nobre tesouro depois de Cristo, a quem nunca poderemos exaltar bastante (nunca poderemos exaltar o suficiente), a mais nobre imperatriz e rainha, exaltada e bendita acima de toda a nobreza, com sabedoria e santidade. [...]

Ser Mãe de Deus é uma prerrogativa tão alta, coisa tão imensa, que supera todo e qualquer intelecto. Daí lhe advém toda a honra e a alegria e isso faz com que ela seja uma única pessoa em todo o mundo, superior a quantas existiam e que não tem igual na excelência de ter com o Pai Celeste um filhinho comum. Nestas palavras, portanto, está contida toda a honra de Maria. Ninguém poderia pregar em seu louvor coisas mais magníficas, mesmo que possuísse tantas línguas quantas são na terra as flores e folhas nos campos, nos céus as estrelas e no mar os grãos de areia.3

E estas são palavras de Calvino: “Não podemos reconhecer as bênçãos que nos trouxe Jesus, sem reconhecer ao mesmo tempo quão imensamente Deus honrou e enriqueceu Maria, ao escolhê-la para Mãe de Deus.4

Zwínglio, por sua vez, afirma: “Estimo grandemente a Mãe de Deus, a Virgem Maria perpetuamente casta e imaculada5. E ainda: “Creio firmemente que, segundo o Evangelho, Maria, como Virgem pura, gerou o Filho de Deus e no parto e após o parto permaneceu para sempre Virgem pura e íntegra. Também acredito firmemente que ela foi por Deus exaltada acima de todas as criaturas Bem-aventuradas (homens e anjos) na eterna bem-aventurança“.6

Com base nas citações acima, podemos notar que a maioria dos protestantes de nossos tempos não segue o belo exemplo de seus precursores no que se refere à veneração da diletíssima Virgem. Fariam melhor se, ao invés de censurarem o sentimento de piedade dos católicos em relação a Maria, cumprissem de boa vontade a profecia que diz que todas a gerações haveriam de chamá-la bendita.

M. Basilea Schlink, escritora protestante e fundadora da Irmandade Evangélica de Maria em Darmstadt, Alemanha, escreveu, em 1960, um livro intitulado “Maria – o Caminho da Mãe do Senhor”, no qual reconhece a ingratidão de seus irmãos protestantes contemporâneos diante da Virgem, ao recusar-lhe a merecida reverência:

Ao ler estas palavras de Martinho Lutero [em “Comentário do Magnificat”], que até o fim de sua vida honrava a mãe de Jesus, que santificava as festas de Maria e diariamente cantava o Magnificat, se percebe quão longe nós geralmente nos distanciamos da correta atitude para com ela, como Martinho Lutero nos ensina, baseando-se na Sagrada Escritura. Quão profundamente todos nós, evangélicos, deixamo-nos envolver por uma mentalidade racionalista, apesar de que em nossos escritos confessionais se lêem sentenças como esta: “Maria é digna de ser honrada e exaltada no mais alto grau”.

O racionalismo ignorou por completo o mistério da santidade. O que é santo, é bem diferente do resto; diante do que é santo, só nos podemos quedar em admiração, adorar e prostrar-nos no pó. O que é santo, não é possível compreendê-lo. Diante da exortação, de Martinho Lutero, de que Maria nunca pode ser suficientemente honrada na cristandade, como a mulher suprema, como a jóia mais preciosa depois de Cristo, e sou obrigada a me confessar adepta daqueles que durante muitos anos de sua vida não seguiram esta admoestação de exaltá-la e assim também não cumpriram a exortação da Sagrada Escritura segundo a qual as gerações considerariam Maria bem-aventurada (Lucas 1,48). Eu não entrei na fila destas gerações. É verdade que também li na Sagrada Escritura como Isabel, mulher agraciada por Deus, falando pelo Espírito Santo e denominando Maria “a mãe do meu Senhor”, lhe prestou a maior homenagem, ao lhe dizer [...]: “Donde me vem a honra de tu entrares em minha casa?!” Eu, de fato, poderia ter aprendido o procedimento correto com Isabel. Mas eu não prestei homenagem a Maria com pensamento algum, com nenhum sentimento do coração, com palavra alguma, nem com algum canto. E muito menos eu a louvava sem fim, deixando de seguir a orientação de Lutero, quando escreve que jamais chegaríamos a exaltá-la o suficiente.7

Oxalá que ainda existam cristãos “evangélicos” como essa mulher. Oxalá que muitos outros sigam-lhe o exemplo e o dos mestres reformadores no que concerne a Maria.

De acordo com expressões de Lutero, Calvino e Zwínglio, citadas acima, podemos perceber claramente que os reformadores não negaram as inúmeras prerrogativas de Maria; antes as reconheceram e exaltaram. Aliás, está explicito o seu reconhecimento dos dogmas da Maternidade Divina de Maria – através da expressão “Mãe de Deus” – e da Perpétua Virgindade – “para sempre Virgem”. Zwínglio menciona ainda, embora tacitamente, a crença na Imaculada Conceição de Maria – “perpetuamente casta e imaculada”, que foi proclamada como dogma somente a porteriori.

Mas o que são dogmas, afinal? Dogmas são Verdades de Fé reveladas por Deus à Igreja e impostas à crença dos fiéis, tendo como fontes de Revelação a Sagrada Escritura e a Sagrada Tradição. Eis o que diz o Catecismo da Igreja Católica (CIC), em seu parágrafo 88, acerca dos dogmas: “O Magistério da Igreja empenha plenamente a autoridade que recebeu de Cristo quando define dogmas, isto é, quando, utilizando uma forma que obriga o povo cristão a uma adesão irrevogável de fé, propõe verdades contidas na Revelação divina ou verdades que com estas têm uma conexão necessária.

Uma vez proclamado solenemente, um dogma não pode ser revogado – como a Verdade poderia ser revogada? -, pois se constitui como fundamento inalterável da Fé Católica, e como tal, precisa ser definitivo, infalível, irrefutável. A recusa de alguma dessas Verdades proclamadas sob a assistência infalível do Espírito Santo é considerada heresia e é, por isso, motivo de anátema (excomunhão), ou seja, qualquer um que se negue a aceitar uma dessas verdades e prega uma doutrina contrária a elas, está automaticamente (“latae sententiae“) excluído da comunhão com a Igreja.

Os dogmas da Igreja Católica são 43, quatro dos quais são referentes a Maria Santíssima. Além dos três que já foram mencionados nesse texto (Maternidade Divina, Imaculada Conceição e Virgindade Perpétua), temos o dogma mais recentemente proclamado (embora não recentemente crido): a Assunção de Maria aos Céus.

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Referências:

1- Apud: Carlos Martins Nabeto. A Fé Cristã: Coletânea Citações Patrísticas. Vol. 3: Maria, os Anjos e os Santos. 1 ed. São Vicente, 2007. Pág. 32

2- Ibid. Pág. 39

3- Maria e os Protestantes. Disponível em: < http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=DOUTRINA&id=deb0365> Acesso em: 18 Fev. 2010.

4- Ibid.

5- Os reformadores protestantes e Maria. Disponível em: < http://www.veritatis.com.br/article/54> Acesso em: 18 Fev. 2010.

6- Ibid.

7- Maria e os Protestantes. Disponível em: < http://www.cleofas.com.br/virtual/texto.php?doc=DOUTRINA&id=deb0365> Acesso em: 18 Fev. 2010.

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* Chirlei Matos é catequista de crisma na Paróquia Nossa Senhora de Fátima, Arquidiocese de Vitória da Conquista (BA)

4 Comentários para “A Excelsa Mãe do Redentor: Por uma defesa de Maria – Parte 1”

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